Como coloco-te
em versos
Se é impossível descrever-te
em palavras
E cada sonho
traçado por um menino
É tão pequeno
diante do desejo de amá-la
e tê-la em meus braços
Então desfaço
e deixo a paixão fluir
Como coloco-te
em versos
Se é impossível descrever-te
em palavras
E cada sonho
traçado por um menino
É tão pequeno
diante do desejo de amá-la
e tê-la em meus braços
Então desfaço
e deixo a paixão fluir
Menina bonita,
que degusta a-te a fome
Quem sabe te encontrarei um dia
atrás dos arbustos
a brincar entre os homens
Assim tão crescida
e eu tão velha,
sem ao menos saber teu nome,
verei você sorrir outra vez
mesmo sem eu saber seu nome.
O que estás a olhar?
Olha-me dentro dos olhos
Beija-me dentro da boca
Oca, à espera dum beijo teu
E também meu
Desejo
Um sopro gélido
Um nada fere
Um silêncio gritante
Uma dor pungente
Uma mente
pertubada pelos próprios sentimentos
Um tempo
inesgotável em segredos
Um mundo
Um horror imundo
Ah quem dera
te tocar os lábios
se ressentimento,
te beijar a boca
em todo e qualquer momento,
te sentir no meu corpo
sempre por perto,
te tocar as mãos
e descobrir um momento perfeito
de te ter comigo
sem medo nem segredo
Uma exposição
a curto prazo
Uma putaria
sem embaraço
Uma falta de espaço
para si mesmo
Um preço a se pagar
de uma única vez
Um se perder
para se achar de novo
Um ganhar
estranho e bobo
Um estorvo oco
Um BBB
de nojo
público
Dê mais atenção
Você está saindo dos trilhos
Você está escondendo os riscos
De se manter sozinho
e se manter aflito
Preso aos próprios medos
e segredos conhecidos
Então siga seus instintos
Os seus próprios instintos
Pra você
não tem importância
Se minha existência,
realmente existe
ou se é apenas uma criança
Então dane-se você
com essa sua mania
de sempre brincar comigo
e com a minha vida
Nada existe
Você nem eu
E cada movimento seu
Denuncia uma mentira sua
Gire,
mas gire em torno
de sua própria órbita
Não se sinta aflita
e muito menos exposta
Porque nada mais existe
Não existe mais nada agora
Sua indiferença
vem me cortejar
Então saco as armas
e a elimino no ar
Ela que ache outro para enganaro maldito coração
Suas palavras
se desfazem
Chances ao nada
Tudo de praxe
Me esqueça,meu bem
Isso não é uma fase
Você deixou
uma folha cair
Nada para se ler
Nada para se observar
Apenas você
Recaindo seu olhar
sobre mim
Me fazendo sonhar
Me fazendo sentir
Nós duas sozinhas no quarto
a nos tocarmos
a esperar o que eu mesmo nem sei
Eu espero
que meus sentimentos não me afoguem,
que eles não me encontrem,
que eles apenas me toquem
e me mostrem até que ponto eu posso sentir
o sentido de apenas seguir
por esse caminho.
A poesia
como coisa sentida,
como coisa vivida,
é tão imutável,
é tanto sarcasmo,
que quase pode ser tocada,
quase pode ser amada
a ponto de ser esquecida,
vivida e amada outra vez.


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